<$BlogRSDUrl$>

30/04/2004

Boletim Informativo nº 8
Maio de 2004


SumárioDesenvolvimento comunitário nos Estados Unidos da América
Nos últimos 30 anos foram criadas mais de 3000 Corporações de Desenvolvimento Comunitário (CDC) que trabalham em bairros e cidades, numa abordagem local, para a revitalização do seu próprio meio

Rubrica : definições de desenvolvimento local sustentável
Iniciamos uma nova rubrica abordando as diferentes definições de desenvolvimento local sustentável (incluindo os termos que o designam, tais como desenvolvimento comunitário)

Anúncio: Parlamento Rural Sueco
Informação relativa à décima oitava edição do Parlamento Rural Sueco.

Rectificação (Boletim nº 6)
Correcção de endereço web

**********************************************************************


Desenvolvimento Comunitário nos Estados Unidos da América

Comentário da equipa editorial
As posições expressas pelo NCCED, principal organização americana actuando no desenvolvimento comunitário, exprimem-se de uma forma pouco usual para os leitores deste Boletim e colocam algumas questões. Julgámos pertinente, porém, apresentá-las aqui, já que se debruçam sobre a questão da globalização.
Em inglês o termo é o mesmo para designar simultaneamente mundialização e globalização.
Assim, a definição do NCCED não parece referenciar explicitamente a mundialização neo-liberal (globalização económica). Por outro lado, preocupa-se com a construção de uma outra mundialização em que a economia esteja ao serviço da população. O que é interessante na sua abordagem é o objectivo expresso de apoiar a auto-organização das comunidades, por um lado, e de estabelecer laços entre as diversas comunidades locais na construção de um mundo melhor, por outro.

Em termos de terminologia, o equivalente a desenvolvimento local sustentável na América do Norte (Estados Unidos e Canadá) designa-se desenvolvimento comunitário. Os Estados Unidos da América possuem uma longa história de desenvolvimento comunitário. Iniciadas nos anos 60, em grande parte como resposta aos problemas económicos e sociais dos bairros urbanos desfavorecidos, as Corporações de Desenvolvimento Comunitário (CDC) difundiram-se gradualmente por todo o país.

Excerto retirado do site http://www.ncced.org

O Congresso Nacional para o Desenvolvimento Económico Comunitário (NCCED, acrónimo inglês) é uma associação de intervenção e de defesa de interesses no sector do desenvolvimento baseado nas comunidades. Fundado em 1970, o NCCED representa mais de 3.600 Corporações de desenvolvimento comunitário (CDC) em toda a América. Os CDC constroem alojamentos acessíveis e geram emprego através da criação de empresas e de actividades comerciais. O NCCED apoia o desenvolvimento comunitário através da investigação e da instrução pública, de projectos especiais, de boletins de informação, de formação e conferências e de assistência técnica especializada.
Particularmente neste período de reforma da ajuda social (welfar), os CDC desempenham o seu legítimo papel como agentes permanentes de mudança nos subúrbios mais pobres do país. O NCCED agrega associados provenientes de uma vasta gama de interesses geográficos, étnicos, raciais, políticos, sociais e económicos.


O NCCED está fundado num conjunto de valores de inspiração comunitária, que guiam e definem cada um dos pormenores do seu trabalho (Plano estratégico 2002-2006):
• Promover a capacitação (empoderamento) comunitária e a sua autodeterminação;
• Estimular a emergência de lideranças locais;
• Práticas integradas, éticas, justas e responsáveis;
• Criação de riqueza para os indivíduos, as famílias e a colectividade;
• Promover a diversidade;
• Investir na educação e na defesa dos interesses da comunidade;
• Concretizar comunidades sustentáveis e saudáveis.

Estes valores são muito semelhantes aos que são perseguidos pelos agentes de desenvolvimento local sustentável noutros países e continentes. Dois aspectos interessantes para os actores de outros países merecem ser mencionados:
(1) A administração Bush favoreceu as iniciativas de desenvolvimento comunitário ligadas a confissões religiosas. O site web do NCCED dá informações interessantes sobre estas iniciativas, designadamente na página onde se descrevem os prós e contras desta abordagem, profundamente debatida nos Estados Unidos.
(2) O NCCED é muito activo no campo das políticas públicas: por exemplo, o NCCED mobilizou os seus membros contra a proposta de eliminação de onze programas no orçamento de 2005 da administração Bush. Numerosas actividades são igualmente promovidas no quadro das eleições de Novembro próximo. Muitos apoios estão disponíveis no site.

O NCCED criou o seu próprio gabinete internacional em 2000 com vista a uma acção a nível global. Eis como apresentam a globalização (extracto do site web):
GLOBALIZAÇÃO: um processo contínuo e dinâmico que implica a integração dos mercados, das nações estado e das tecnologias, possibilitando assim, mais do que nunca, aos indivíduos e às empresas atingirem de uma forma rápida e eficaz os locais mais distantes e os melhores mercados. Este processo desenvolve-se mais rapidamente no sector privado. Mas esta oportunidade está igualmente disponível para outros sectores sociais, designadamente para as organizações sem fins lucrativos dedicadas à luta contra a pobreza e ao desenvolvimento comunitário. Estes grupos dedicam-se a combater os mesmos bloqueamentos ao desenvolvimento, independentemente dos países. Mesmo que em condições diferentes, estes grupos podem aprender uns com os outros no que respeita às estratégias e às abordagens utilizadas na resolução dos respectivos problemas.

Embora o NCCED seja uma das principais organizações dos Estados Unidos, existem muitas outras iniciativas interessantes: programas de apoio ao empreendedorismo feminino, iniciativas nas comunidades indígenas, caixas de crédito alternativo e comunitário, fundos comunitários.

Autor: Yvon Poirier


Rubrica: definições de desenvolvimento local sustentável

Nota da equipe editorial:
Para uma melhor compreensão da diversidade do desenvolvimento local sustentável, convidamos os leitores a fazerem-nos chegar definições que, no seu entender, exprimem correctamente este conceito.
Iniciamos esta nova rubrica com uma definição proveniente do Mouvement Desjardins, a rede de cooperativas de crédito mútuo do Quebeque e do Canadá (mais de 3 milhões de membros). Esta definição foi divulgada em 1997.

"Para sobreviver e para se desenvolverem, as colectividades locais do Quebeque devem comprometer-se numa intervenção de desenvolvimento local, ou seja, proceder à valorização do seu meio, sobretudo dos seus recursos humanos e das suas potencialidades, para assim melhorar a sua qualidade de vida e, através de uma iniciativa colectiva apoiada na responsabilidade individual e na solidariedade da população, implementar as respectivas infra-estruturas, recursos e actividades que dêem resposta às necessidades económicas, sociais e comunitárias, culturais e ambientais." Mouvement Desjardins (1997) O envolvimento da Caixa no desenvolvimento do meio, p.15

Anúncio: Parlamento Rural Sueco

Trata-se de uma grande manifestação originada na grande tradição sueca de desenvolvimento local e de participação democrática cidadã. Reúne, de dois em dois anos, mais de mil pessoas que apresentam as suas experiências locais, fazem o ponto de situação da problemática rural e debatem as prioridades futuras.
O Conselho do Movimento Popular – Hela Sverige ska leva – terá a sua 18ª edição do Parlamento Rural de 21 a 23 de Maio de 2004 na cidade de Ystad. O desenvolvimento local está no centro desta iniciativa.
Discutiremos como o movimento das aldeias pode contribuir para o desenvolvimento social e para um crescimento local sustentável
Uma parte do encontro desenrola-se em inglês.

Site: www.bygde.net/

Rectificação (Boletim nº6)

O endereço web da APREIS (Acteurs, Pratiques, Recherches Européennes & Internationales pour la Soutenabilité) estava errado.
O endereço correcto é:
www.apreis.org/

Informações úteis

Membros da equipe editorial
Francisco Botelho, Portugal
Yvon Poirier, Canadá
Martine Théveniaut, França

Os nossos boletins estão disponíveis na web:
www.desenvolvimentolocal.blogspot.com
www.apreis.org

Agradecimentos
A Carmen Lopez, de Espanha, pela tradução espanhola
A Évéline Poirier, do Canadá, pela tradução inglesa.

Para contactos (informações, novas inscrições ou desactivação)
Francisco Botelho frbotelho@mail.telepac.pt


01/04/2004

Boletim Internacional de Desenvolvimento Local Sustentável


Boletim Informativo nº 7
Abril de 2004

Sumário
A) Política editorial
B) Mensagem do Brasil
C) Anúncio

A) Política editorial

Recebemos 20 respostas ao questionário enviado a 1 de Março. Todas as respostas são positivas, considerando o Boletim útil ou muito útil. Soubemos ainda que alguns reencaminham o Boletim para outras pessoas (cerca de 30, no total), pelo que calculamos que 150/175 pessoas recebem, efectivamente, o Boletim. Recebemos ainda alguns pedidos para incluir o Boletim em Sites de redes.
Face a estas respostas e a outros encorajamentos, tomámos a decisão de continuar esta à nossa iniciativa. Algumas alterações, porém, serão feitas :
• Publicaremos apenas um Boletim por mês (no dia 1 de cada mês). A nossa experiência quinzenal mostrou-se muito exigente para os nossos meios, que são voluntários.
• Pelas mesmas razões, manteremos os Boletins pequenos (entre uma e três páginas), excepto para o caso de textos que nos cheguem já traduzidos.
• Continuaremos a publicar o Boletim em francês e inglês. Caso possamos contar com tradutores voluntários, poderemos publicar os Boletins também em Português e espanhol, como será o caso do presente número.
• Os meios de que dispomos não permitem lançar um Site. De qualquer modo, decidimos para o efeito lançar um Blog. O endereço da versão portuguesa é http://desenvolvimentolocal.blogspot.com/

Precisamos de vocês para o sucesso do nosso projecto. Por isso pedimos :
Que contribuam para os conteúdos dos Boletins : apresentação de organizações, reflexões, reacção a textos publicados, divulgação de acontecimentos, sites interessantes, etc.
Que divulguem o Boletim junto dos vossos contactos e que convidem outros a inscreverem-se directamente.
Que traduzam textos. O objectivo é obter uma bolsa de colaboradores para que não seja necessário sobrecarregar as mesmas pessoas.
Que encontrem, connosco, novas formas de promover o Boletim, a sua difusão e a sua transformação como instrumento de informação e de troca directa entre actores de desenvolvimento local sustentável.

Francisco Botelho, Portugal
Martine Théveniaut, França
Yvon Poirier, Québec (Canadá)

Contacto (em português e em espanhol), para informações, inscrições e cancelamentos da lista de distribuição
Francisco Botelho frbotelho@mail.telepac.pt


B) Mensagem do Brasil

Caio Silveira Coordenador da Rede DLIS (Brasil)
15 de Fevereiro de 2004

(Texto na versão original)

Meu principal propósito, nesta mensagem, é reforçar a pertinência da vossa iniciativa, considerando que todos os que trabalhamos com a perspectiva do desenvolvimento local sustentável (com este ou outro termo) devemos aprofundar o intercâmbio de forma mais sistemática.
Particularmente, temos mantido a interlocução com organizações de Portugal (ligadas às Associações de Desenvolvimento Local), estando ora em amadurecimento propostas mais concretas de cooperação. Estas vão no sentido de intercâmbio de experiências, conceitos e metodologias, de modo a fortalecer iniciativas nos diferentes territórios e, mais amplamente, contribuir para a construção de novos referenciais de desenvolvimento, qualitativamente distintos do padrão de desenvolvimento ainda dominante - economicamente concentrador, socialmente excludente e ambientalmente destrutivo.

Pessoalmente, estou responsável pela coordenação, no Brasil, de uma rede de conhecimento e informação sobre desenvolvimento local (a Rede Dlis, em que as iniciais significam "desenvolvimento local integrado e sustentável"). Aproveito para passar, a seguir, algumas informações sobre o desenvolvimento local no Brasil e sobre a Rede Dlis, inclusive com alguns elementos referentes ao tema do vosso número 5.

A partir de meados da década de 90, verificou-se no Brasil um grande impulso ao desenvolvimento local, vindo de diversas frentes. Ampliou-se o debate sobre o tema, criaram-se programas de apoio ao desenvolvimento local e, sobretudo, começaram a proliferar experiências concretas em diferentes lugares do país. As iniciativas de desenvolvimento local em andamento, no Brasil, são bastante diferenciadas quanto às metodologias, às ênfases temáticas e à abrangência geográfica. E há também uma variada gama de termos em uso, segundo diversos enfoques ou núcleos de fomento institucional. Fala-se, no Brasil, em desenvolvimento econômico local (del), em desenvolvimento local sustentável (dls), em metodologias de desenvolvimento local integrado e sustentável (dlis), em Agendas 21 locais, em arranjos produtivos locais, em redes de socioeconomia solidária sob bases locais ou simplesmente, em desenvolvimento local (dl).

Ë nesse ambiente, e procurando articular tamanha diversidade, que veio a amadurer a proposta de formação de uma rede ampla e plural de conhecimento e comunicação em torno do desenvolvimento local integrado e sustentável, a Rede Dlis - que começou a ser constituída em 2001.

Institucionalmente, a Rede Dlis tem como sede a Rits (Rede de Informações para o Terceiro Setor), organização da sociedade civil de interesse público, que tem o fomento a redes sociais e virtuais entre seus objetivos principais. A Rede Dlis é uma rede mista e plural, aberta a pessoas e organizações de todos os setores (sociedade civil, governo e iniciativa privada). Mais precisamente, a Rede Dlis é uma proposta de inter-redes, isto é, de produção de pontes entre atores e redes que já atuam em torno do tema.

Com o objetivo central de estimular novos padrões de desenvolvimento e mudança social, a proposta da Rede Dlis consiste em gerar visibilidade para as iniciativas concretas, facilitar articulações entre atores e fortalecer ações de desenvolvimento local - atuando como veículo facilitador de conhecimento e comunicação.
A partir de 2002, como sua expressão de maior vulto, a Rede Dlis começou a promover um avento anual: a Expo Brasl Desenvolvimento Local. Em suas duas primeiras edições (2002 e 2003), a Expo Brasil representou um marco na agenda de eventos voltados para ações de desenvolvimento local, no país. Em cada um dos eventos, estiveram presentes mais de 2 mil pessoas de todas as regiões do Brasil, incluindo agentes locais, gestores de projetos, pesquisadores e representantes de instituições da sociedade civil, de empresas e de diversas instâncias e organismos de governo, além de especialistas nacionais e atores de outros países.

Um dos aspectos relevantes da Expo 2003 foi o reforço dos vínculos entre países de língua portuguesa em torno do tema, sendo trazida ao evento a perspectiva de continuidade e aprofundamento desses vínculos. A realização da terceira edição da Expo Brasil Desenvolvimento Local, marcada para o período entre 24 e 27 de novembro de 2004, poderá ser uma oportunidade a mais para intensificar e expandir articulações transnacionais.
Assim como a Rede Dlis, que a origina, a Expo Brasil surge como um esforço de articulação nacional, em um país extremamente diversificado que conta com uma população de mais de 170 milhões de habitantes. Porém, crescentemente, vem se colocando a importância estratégica de serem fortalecidos vínculos extra-fronteiras, dentro de uma percepção mais ampla de mudanças nos paradigmas de desenvolvimento, cujos fundamentos pressupõem interações e movimentos em escala internacional.

Como observamos anteriormente, a expressão "desenvolvimento local integrado e sustentável" é utilizada - no Brasil - tanto com referência a esta proposta mais ampla de rede, quanto com referência a uma metodologia ou estratégia específica de apoio ao desenvolvimento local, que conta com diversas experiências em andamento, e que está também ligada à mencionada rede de conhecimento. Como referência na web, temos os endereços www.rededlis.org.br (para a rede de conhecimento, site que passará por considerável ampliação de conteúdos a partir do mês de março) e www.dlis.org.br (ligada à metodologia específica, que tem como um de seus principais impulsionadores a Aed - Agência de Educação para o Desenvolvimento).
Vale acentuar que, sem prejuízo da diversidade de abordagens conceituais e experiências concretas, há alguns elementos comuns (ou "proximidades") que aparecem no contexto brasileiro. Entre estas, sucintamente, podemos destacar:
- um novo modo de ação em que as comunidades locais tornam-se agentes ativos - e não apenas beneficiários ou clientes de programas;
- a ênfase na capacitação, na aprendizagem e nos processos de auto-organização e articulação das populações locais;
- a valorização da participação social no planejamento e gestão de políticas públicas e projetos territorializados (através de fóruns de desenvolvimento local ou outras novas institucionalidades participativas);
- a ênfase no aqui chamado "empreendedorismo" (e, por conseguinte, no apoio aos micro e pequenos empreendimentos formais ou informais, individuais ou associativos, rurais ou urbanos).

Como aspecto geral a observar, a partir desses elementos: está a ocorrer, no Brasil, um esforço de gestação de iniciativas inovadores constituídas a partir de bases socioterritoriais, em diferentes escalas (municipais, intermunicipais, sub-regionais). Tais iniciativas vêm sendo construídas sob premissas diferenciadas dos parâmetros tradicionais de desenvolvimento local, centrados em soluções de "cima para baixo" (ou de "fora para dentro"), muitas vezes com ênfase na atração de empresas de grande porte, na crença de que funcionariam como locomotivas de desenvolvimento local ou regional. A percepção de que, nesta abordagem tradicional, os núcleos pretensamente dinamizadores tendem a não se articular social, cultural e economicamente com a vida (e a qualidade de vida) das populações das localidades onde se instalam, vem animando esforços de valorização dos tecidos socioprodutivos e esferas de participação onde as populações locais assumem um papel de protagonismo.

O ponto de infexão reside na aposta nas forças endógenas de cada localidade e sub-região, vistas como potencialidades usualmente não-aproveitadas, essenciais na busca de novo rumos de desenvolvimento.
Destaca-se, nesta busca, a ênfase nos ativos locais, ou seja, na mobilização dos recursos humanos e sociais locais, bem como na criatividade e capacidade de organização coletiva das populações, de modo a gerar dinâmicas democrático-participativas de planejamento e ação sobre os territórios. Vale reforçar que - inclusive no Brasil - tal perspectiva não é generalizada, mas caminhos múltiplos estão sendo trihados nessa direção.
Estas são algumas informações e idéias que julgo útil compartilhar, neste primeiro momento.
Por fim, reforço aqui a disponibilidade e o interesse de contribuir na continuidade desta comunicação, bem como dos informativos cujos primeiros cinco números recebi. Julgo que dar vida e ampliar sob diversos meios esta interlocução, além de reconhecer sua importância estratégica, é uma tarefa fundamental e urgente.

Atenciosamente,
Caio Silveira
Coordenador da Rede Dlis (Brasil)


C) Anúncio

A rede canadiana de desenvolvimento económico comunitário leva a cabo o seu Congresso anual de 19 a 22 de Maio em Trois-Riviéres (Quebeque), Canadá. Será disponibilizada tradução simultânea francês/inglês.
O Programa, que produz referências significativas sobre o desenvolvimento económico comunitário (desenvolvimento local) no Canadá, pode ser consultado em

http://ccednet-rcdec.ca/




This page is powered by Blogger. Isn't yours?